Voluntária do HR luta para trazer adolescente do Haiti

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Sem fonte alguma de renda a vilhenense tem prestado um serviço inestimável através do voluntariado. 

Voluntária do HR luta para trazer adolescente do Haiti (Foto: Mario Quevedo)

Sem fonte alguma de renda a vilhenense Dorvalina Pereira Silva tem prestado um serviço inestimável ao Município através do voluntariado. Por conta própria ela atende pacientes do Hospital Regional como acompanhante de internados há muitos anos, inclusive viajando com pessoas para tratamentos fora da cidade. E desta demonstração de zelo e amor ao próximo nasceu uma iniciativa fora de série: ela tenta unir um haitiano que vive em Vilhena a meia década a filha que ainda está no estrangeiro, e prepara campanha para viabilizar a imigração da garota.

Dorvalina conheceu Ed Victor há cinco anos, quando este esteve internado no HR. "É um rapaz humilde, trabalhador e de boa índole, que adotei como um filho, e desde então tenho lhe amparado". O haitiano se adaptou bem ao Brasil e constrói aos poucos sua trajetória, mas sofre com a ausência da filha Gabriela, que ainda está no Haiti e vem sendo criada por uma tia. "Eles só tem um ao outro e me coloquei na missão de reunir esta família", afirma Dorvalina, que está empenhada na causa.

Os dois dividiram tarefas em busca do objetivo. Enquanto Ed trabalha e providencia a documentação, Dorvalina se prepara para captar os recursos financeiros necessários para que ele vá ao país caribenho buscar a criança. O processo legal é complexo, por isso o pai está em São Paulo cuidando do trâmite, enquanto Dorvalina arregaça as mangas correndo atrás do dinheiro necessário. "É uma luta tremenda, mas Deus está conosco em qualquer causa justa, e com Ele vamos vencer".

O que mais comove na história é que ao mesmo tempo em que promove a campanha de arrecadação de fundos a cristã não deixou de fazer seu trabalho voluntário. "Ando muito ocupada ajudando a quem precisa de apoio nessas horas difíceis, e acabei de chegar de Barretos, onde fui acompanhado uma pessoa que precisou de atendimento no Hospital do Câncer", explicou a senhora. Dorvalina não tem emprego e não recebe aposentadoria, dividindo o pouco que tem com o próximo. "O que posso dar é apoio e amor, e para isso conto com Deus e vou prosseguindo minha missão".

Em breve o RO Notícia vai divulgar informações sobre a campanha para trazer Gabriela junto ao pai e onde poderão ser feitas doações a fim de concretizar o sonho de Ed e Dorvalina. 

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