Secretário de Estado da Saúde diz que prefeitura de Cacoal recebeu recursos mas ainda não abriu novos leitos de UTI

"E o dinheiro está na conta" – alega Fernando Máximo


A denúncia partiu do próprio Secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, durante uma audiência sobre as medidas restritivas adotadas em Rondônia como forma de reagir à pandemia. Ele cita a disponibilidade de novos leitos em alguns municípios e critica a demora para a abertura de novas vagas em Cacoal, cidade com 85.893 habitantes (IBGE/2020), mais de 8 mil casos de covid-19 confirmados e 127 mortes em razão da doença.


"Vilhena, por exemplo, montou 20 leitos de UTI. Ji-Paraná montou 10 leitos de UTI. Ariquemes montou 28 leitos de UTI. Jaru, 9 (...)" 

– Informa o secretário.
Hospital Regional de Cacoal (RO) | Foto: Governo de Rondônia/ reprodução

Na cidade, a unidade de referência ao tratamento da covid-19 é o Hospital Regional de Cacoal, atendendo pacientes de duas macrorregiões de saúde (38 municípios), dispondo de 50 leitos. O sistema, que chega a alcançar 800 mil rondonienses, vive superlotação diária, oscilando entre 80% e 100%.

Máximo criticou tanto a gestão passada da prefeitura de Cacoal, quanto a atual, de Adailton Fúria (PSD) como chefe do executivo. 
O secretário fala de um repasse milionário para Cacoal para abertura de mais 12 leitos, quando Glaucione Rodrigues (MDB) ainda estava no poder.

"(...) E nós ainda fizemos um repasse financeiro para Cacoal, quase R$ 4 milhões, ainda na gestão passada, para que eles montassem, também, 12 leitos de UTI. Infelizmente, Cacoal não montou, nem na gestão passada, e a atual gestão já está aí há quase 40 dias, também não montou esses leitos de UTI (...) E o dinheiro está na conta, lá no município." 

Denuncia, Fernando Máximo. 

JUSTIFICATIVA

Em resposta a um portal de notícias, Adailton Fúria diz que o dinheiro será utilizado para custear os trabalhos do Hospital de Campanha de Cacoal, inaugurado neste ano, para onde pacientes que eram atendidos na Unidade Central de Saúde, uma espécie de UBS, foram transferidos em 17 de janeiro.

Fúria diz que a justiça o autoriza a utilizar os recursos na unidade de saúde. O RO Notícias procurou o chefe do executivo cacoalense e perguntou sobre a utilização da verba, além da possibilidade de abertura futura de novos leitos de UTI. O prefeito não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta reportagem.

Adailton Fúria (PSD), prefeito de Cacoal, RO, eleito com mais de 25 mil votos. | Foto: reprodução

HOSPITAL DE CAMPANHA

A unidade funciona em um antigo prédio do Governo de Rondônia, que estava desativado, e foi cedido ao Município. Anos antes, no mesmo local, funcionava o Centro de Referência de Prevenção e Atenção à Dependência Química. Quando aberto, contava com 10 leitos e 10 respiradores mecânicos. 

Hoje, todos os profissionais do Hospital de Campanha recebem indenização de 100% sobre o valor de seus salários em razão da exposição ao novo Coronavírus e o risco de contágio.

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