Enfermeiros pressionam e se dividem, mas prefeito mantém posicionamento firmado com sindicato

Reivindicação de aumento salarial 

Foto: Mario Quevedo / Enfermeiro Caio Mendes da Silva

Na manhã de hoje um grupo de profissionais de enfermagem que trabalham no Hospital Regional de Vilhena promoveram mobilização no sentido de pressionar o Executivo para atender reivindicação de aumento salarial. O protesto foi liderado pelo enfermeiro Caio Mendes da Silva, e foi apartado do sindicato do funcionalismo municipal. O grupo pretendia conversar com o prefeito Eduardo Tsuru e acabou sendo recebido, mas o Chefe do Executivo firmou pé quanto a acordo firmado no ano passado com o sindicato, o qual estabeleceu prazo até o meio do ano para negociação salarial, fato que dividiu os protestantes.

Antes do encontro do Tsuru o líder do protesto declarou ao RO Notícias que a categoria não tem revisão salarial há dez anos. "Já se passaram cinco prefeitos, oito secretários de Saúde e três presidentes sindicais e a situação não muda. Marcam audiências, nomeiam-se comissões e promovem debates, mas não há avanços", declarou. Caio não aceita ser representado pela organização sindical, não reconhece o acordo firmado entre a entidade e o Executivo, e ameaça mobilizar os colegas no que chama "greve pacífica". "Neste caso os profissionais de enfermagem deixariam de fazer plantões extras, o que deixaria a escala de trabalho descoberta pelos últimos dez dias de cada mês", disse o enfermeiro.

Os manifestantes, um grupo de 11 pessoas, caminhou do Hospital Regional até o Paço Municipal com uma faixa negra e cartazes de protesto. No Gabinete do Prefeito foram recebidos pelo próprio Chefe do Executivo, além do Secretário Municipal de Saúde, Afonso Emerick, com a presença do vereador Samir Ali. A conversa aconteceu de forma ordenada, com alguns momentos de exaltação, e como o prefeito se mostrou disposto ao diálogo mas com posicionamento firmado em seguir o acordo firmado com o sindicato, Caio e mais uma colega resolveram se retirar do local.

O encontro aconteceu sem a presença da imprensa, mas a assessoria de Comunicação da prefeitura afirmou que houve consenso, exceto com relação aos dois desistentes. Os jornalistas garantiram que a ordem deverá ser mantida, e que a ameaça de greve foi esvaziada com a divisão do movimento. "O setor de Saúde do Município conta com cerca de mil servidores, dos quais mais de 500 são filiados ao sindicato. Não dá pra dizer que onze pessoas, das quais a maioria aceitou os termos firmados lá atrás, representem o desejo do funcionalismo, e em caso de greve ela só poderia acontecer sob a tutela sindical. Se houver alguma ação isolada neste sentido quem adotar ficará sujeito às consequências previstas em lei 7.783/1989", afirmou Jovino Lobaz, Secretário Municipal de Comunicação.

Ele ressaltou que o prefeito Eduardo sempre está aberto a conversação e busca de entendimento, "tanto que ao final do encontro todos posaram para fotos (imagem secundária)", desde que seja feito de forma ordenada e pacífica, sem prejudicar a população. Por sua vez Caio Mendes considera que o funcionalismo mais uma vez está sendo relegado em sua importância, e que o reajuste salarial concedido aos Agentes Comunitários do PACS nesta semana não passam de cumprimento de diretriz federal, e jamais podem ser considerados como conquistas dos trabalhadores. "Se o Município não fizesse o realinhamento salarial ficaria negativado junto a União, com o consequente bloqueio de repasses federais", garantiu.

Foto: Mario Quevedo

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