Hospital Regional atualmente não suporta instalação de máquina de ecocardiograma

No primeiro caso a ação atendeu ao protocolo e sobre o aparelho a questão é estrutural  

FOTO: Divulgação / Faiçal Akkari comenta incidentes relacionados ao setor da cardiologia do Regional

O Diretor do Hospital Regional de Vilhena, Faiçal Akkari, percorreu os veículos de comunicação da cidade a fim de explicar os acontecimentos dos últimos dias no setor de cardiologia da unidade, que resultaram na prisão e afastamento de um médico especialista na área. O problema aconteceu após denúncia de paciente a respeito de cobrança de um exame feito em aparelho de propriedade do médico, fato que de acordo com o código de ética, as normas do SUS e o regimento do hospital não poderia ter acontecido. A situação também levantou questionamento sobre a demora da administração municipal em instalar uma máquina de eletrocardiograma no HR, posto que o equipamento foi adquirido com emenda parlamentar e está desde fevereiro guardada no almoxarifado do HR.

Segundo Faiçal no caso do médico afastado não havia o que fazer a não ser atender ao protocolo. "Mesmo tendo feito o exame usando aparelho de sua propriedade ele não poderia ter cobrado pelo serviço pois estava à serviço do SUS naquele momento, portanto a atitude foi antiética e irregular". O diretor também explicou que tal procedimento é de complexidade acima do que é determinado de competência do Município, sendo portanto uma obrigação do Estado.

"O correto seria encaminhar o paciente para atendimento ou orientá-lo para procurar o exame na rede privada, com outro médico. Neste caso, não havia outra medida a ser tomada senão denunciar o caso ao CRM, as autoridades policiais e afastar o profissional. É lamentável, mas é o procedimento", ressaltou Akkari. Por outro lado, ele disse que a iniciativa do paciente que denunciou a cobrança munido de provas é louvável. "Qualquer situação irregular, como cobranças monetárias de qualquer produto ou serviços fornecido e prestado nas unidades públicas de saúde é ilegal, e deve ser denunciado, no nosso caso, à direção do hospital".

O diretor também explicou o motivo do aparelho de ecocardiograma, o mesmo tipo usado para o atendimento do paciente em questão, adquirido através de emenda do deputado Lebrão, atendendo a pedido do vereador Rogério Golfetto, e em poder do HR desde fevereiro ainda não foi instalado. "Muito simples, não temos ainda o local definitivo para instalação do aparelho, que é complexo e frágil, e não pode ser colocado num lugar e depois mudado pra outro. O Regional passará por ampla reforma nos próximos 60 dias e um local apropriado será criado para sua instalação. A máquina está guardada com toda a proteção e segurança, portanto não há nenhum desleixo de nossa parte, mas sim zelo com o dinheiro público", explicou.

Na verdade ficou claro que após a instalação da máquina é possível que o Município arrume mais problemas do que soluções. Isso porque a alta complexidade não é competência de sua alçada, mas sim do Estado como o próprio Faiçal explicou, e a partir do momento em que o serviço foi de conhecimento público a demanda pelo mesmo vai aumentar. Complicando ainda mais, agora está criada outra barreira, uma vez que o afastamento do cardiologista apto a operar o equipamento abre uma lacuna no quadro de recursos humanos do HR. "Se não houver uma parceria efetiva com o governo, que deveria se atentar que ao oferecermos um serviço de sua alçada estamos contribuindo com o desafogo da demanda em suas unidades, a coisa fica bem complicada", concluiu.

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