Deputada Federal defende projeto para contratação de médicos brasileiros formados no exterior em caráter emergencial durante pandemia

Mais de 14 mil profissionais aguardam resultado da primeira fase do Revalida. 

Foto: Reprodução/Instragram

Em meio a pandemia do coronavírus, o estado de Rondônia enfrenta dificuldades para contratação de médicos para atuarem na linha de frente da Covid-19. Na capital, o Hospital de Campanha Zona Leste, antigo Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero). Foram instalados 30 leitos de UTI e 23 de clínicos, somente 12 estão em funcionamento por falta de médicos. Situação semelhante estão os hospitais do interior.

Segundo o Secretário de Saúde do Estado Fernando Máximo, está com dificuldades para contratação de médicos hospitais específicos, mas que as demais especialidades não. “Estamos com dificuldades para contratação de médicos, especificamente para alguns hospitais, o Cero em Porto Velho e o Regional de Cacoal são os que temos mais dificuldades para contratação de médicos”, explica.

Os Deputados Federais Lucio Mosquino e Jaqueline Cassol defendem a contratação em caráter emergencial e imediata para enfrentamento da pandemia, médicos brasileiros formados no exterior. A prova do Revalida foi aplicada em dezembro do ano passado e mais de 14 mil profissionais participaram, em 13 estados Brasileiros. Mas, ainda não se sabe quantos passaram, não foi divulgado nem o resultado da primeira fase ainda.

Para a Deputada Jaqueline Cassol há muitos profissionais formados no exterior que estão a espera de uma oportunidade. “Em Rondônia nós temos muitos médicos que foram para fora, estudantes que se tornarão médicos e outros que estão estudando ainda e agora por conta da pandemia estão parados. Infelizmente muitos não fizeram a prova do Revalida e outros fazem parte do programa Mais Médicos, mas neste último ano não foram convocados mais médicos formados no exterior”, explica.

Ainda segundo Jaqueline essa tem sido a sua bandeira a contratação de médicos brasileiros formados no exterior. “Nós temos excelentes médicos, excelentes profissionais e nós sabemos que hoje tem muitos acadêmicos em medicina, que estão nos últimos períodos, que estão sendo convocados para trabalhar”, ressaltou.

Umas das soluções defendidas pela Deputada é que o Governo corrija mais rápido as provas para poderem fazer a segunda fase. “Mas sabemos que isso demanda tempo, porque o Revalida, vai ser em março que vai sair as notas para depois a segunda fase que será em junho ou julho, você já imaginou quantas pessoas vão ter morrido”, explicou.

Segundo Fernando Máximo o estado não está contratando por uma questão de legalidade. “Eu tenho vários amigos médicos que se formaram no exterior, fizeram a prova do Revalida. E assim, legalmente o estado não pode contratar ninguém que não tenha o (CRM). A partir do momento que tiver, nós estamos ávidos a contratar todos”, afirmou.

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