Ronildo Macedo perde controle sobre sessão da Câmara

A situação anormal aconteceu quando vereadores debatiam projeto de Lei que pretendia ampliar a carga horária de profissionais de enfermagem 

Foto: Mario Quevedo. Ronildo Macedo (PV) presidente do Poder Legislativo

Na noite desta terça-feira 16 o presidente do Poder Legislativo, Ronildo Macedo (PV), demonstrou que apesar de aparentemente ter conseguido agregar os integrantes da Casa em torno de sua gestão, ainda não dispõe de pulso e traquejo para comandar as reuniões públicas. Depois de ter chamado um oponente ao seu modo de conduzir o mandato de "desocupado" há duas semanas, ontem o vereador ficou num meio termo constrangedor ao tentar coibir um princípio de tumulto e ser totalmente ignorado por servidor que protestava.

A situação anormal aconteceu quando vereadores debatiam projeto de Lei que pretendia ampliar a carga horária de profissionais de enfermagem, quando um servidor começou a protestar diante da postura esquiva do Parlamento com relação ao caso. Ronildo exigiu em tom de voz elevado que se estabelecesse ordem no recinto, e negou a palavra ao enfermeiro, que não tomou conhecimento da ordem do presidente e fez o que quis pelo tempo que resolveu se manifestar.

Ronildo Macedo não tomou nenhuma medida para conter o princípio do tumulto usando as prerrogativas da função que exerce, e nem teve jogo de cintura para contornar a situação de forma pacífica, e ficou falando sozinho. A postura do presidente de permanecer em cima do muro não deixa de ser coerente com outros posicionamentos do parlamentar, caso por exemplo da polêmica reconstrução do prédio do Legislativo. Por ter sido obra iniciada pelo antecessor no cargo, vereador Adilson de Oliveira, o atual presidente afirma não ter nada com isso, mas coíbe da forma que pode qualquer questionamento a respeito do assunto, mesmo fingindo não fazer isso. 

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