“Torcida virtual” de Tsuru causa embaraços à administração vilhenense

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A prática de ter defensores informais de prefeitos de plantão não é novidade na cidade.

Convocada para blindar o prefeito, “torcida virtual” de Tsuru causa embaraços à administração vilhenense (Foto: Mario Quevedo)

Convocada pelo próprio Chefe do Executivo da cidade, a "tropa de choque" mobilizada para defender o prefeito Eduardo Tsuru nas redes sociais pode acabar prejudicando ainda mais a imagem do administrador. Carente de argumentos e volta e meia travando discussões acirradas com internautas, a "torcida desorganizada" do Japonês tem sido posta pra correr em debates mais articulados, e até mesmo colocando o prefeito em situações constrangedoras. A prática de ter defensores informais de prefeitos de plantão não é novidade na cidade, mas o modelo adotado gera dúvidas a respeito de eventual custo aos cofres públicos para custear o trabalho desta "assessoria".

Formada por assessores nomeados e cidadãos supostamente isentos de vínculo com o Município, a tropa foi incitada ao trabalho por Eduardo Tsuru, que de acordo com nota veiculada em coluna de política na imprensa escrita local, a "torcida virtual" do prefeito estaria encarregada de defender a gestão do Japonês contra os constantes ataques e sarros que pipocam nas mídias digitais. O problema é que, carentes de argumento e fracos na retórica, os "assessores" são pegos no contrapé sempre que topam com algum interlocutor minimamente preparado para o debate. O resultado é ampliação do desgaste do prefeito, que a todo momento é criticado.

Apesar de seus aspecto folclórico, a iniciativa causa preocupação nos meios políticos, pois faz com que se resgate práticas adotadas no passado, quando ex-prefeitos acionavam pessoas para os defender em conversas de boteco, igrejas e no corpo-a-corpo. Como ninguém trabalha de graça neste mundo, naquela época essa gente era remunerada com portarias da prefeitura, distribuídas a torto e a direito na ocasião. Teme-se que com uma folha de pagamento do município, que já agrega mais de 500 comissionados, possa ter inclusas pessoas cujo único serviço prestado à prefeitura é ficar monitorando redes sociais e interferindo de forma disfarçada na defesa do prefeito. 

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