Projetistas de Curitiba apresentam a Vilhena do Futuro na Rondônia Rural Sul

  Os estudos técnicos apontam caminhos para organização urbana da cidade

 Os arquitetos e urbanistas do escritório Jaime Lerner, de Curitiba, apresentaram ontem em detalhada exibição os projetos que fazem parte da iniciativa Vilhena Para o Futuro. A plateia, composta por autoridades municipais, regionais e estaduais, também foi prestigiada por arquitetos, engenheiros, empresários e moradores de vários bairros que lotaram a tenda de palestras do estande da Prefeitura de Vilhena na 1ª Rondônia Rural Sul.

"A cidade precisa ser pensada com cuidado para que as ações que estamos executando hoje possam atender a população com qualidade e economia no futuro. Vamos começar a trabalhar agora, mas muito do que estamos planejando e nos debruçando agora, provavelmente, será realizado em gestões que ainda virão. Nossa contribuição para o município será ao longo de 30 anos", explica o prefeito Eduardo Japonês.

No evento estavam o senador Marcos Rogério, os deputados estaduais Eyder Brasil e Luizinho Goebel, além do secretário de Estado de Agricultura, Evandro Padovani, a vice-prefeita Maria José e outros secretários municipais. Interessado nos projetos, Marcos Rogério garantiu que será padrinho de pelo menos uma obra, a revitalização da avenida Major Amarante (veja detalhes na lista de projetos abaixo). "São projetos maravilhosos. A requalificação da principal avenida da cidade já tem meu apoio total. Destinarei recursos para que o projeto comece a ser executado logo e se eu não puder colocar tudo de uma vez, vamos fazer um 'consórcio' de emendas para terminarmos", brincou o senador.

A nova concepção da Major Amarante

O secretário municipal de Planejamento, Ricardo Zancan, destacou a importância do estudo prévio de cada ação do poder público. "Hoje vimos o que é planejamento, o que é pensar uma cidade para o futuro. É uma parte daquilo que esse grande escritório de arquitetura e urbanismo tem a oferecer. Vamos usar isso para embasar nosso Plano Diretor e planejarmos a cidade para as próximas três décadas", conta Zancan.

OS PROJETOS - Durante a próxima semana, a Prefeitura produzirá uma série de reportagens detalhando cada um dos projetos apresentados. Antes, porém, leia abaixo um resumo de cada uma das ações que poderão fazer a cidade avançar em áreas como História, Cultura, Economia, Transporte, Turismo, Meio Ambiente, Trânsito, Infraestrutura, Saneamento e outros.

REQUALIFICAÇÃO DA MAJOR AMARANTE - A criação do "Passeio Major Amarante" de praça a praça é uma das propostas que mais impressionou e arrancou aplausos da plateia. A proposta dos urbanistas é aproveitar uma das vias da avenida como calçadão em um espaço de "shopping a céu aberto", com equipamentos públicos de circulação de pedestres, arborização nativa e patamares que promovam a socialização dos transeuntes em frente ao comércio da Major. Três quadras, entre as avenidas Quintino Cunha e Costa e Silva, serão as primeiras a receber as obras. 

Detalhe do Parque Ecológico

 MERCADO MUNICIPAL - A feira do Centro também poderá passar por uma completa reforma e recuperação. Uma ampla ação de urbanismo no estacionamento permitirá mais área livre para circulação, organização dos feirantes, zona de carga e descarga, além de promover revitalização histórica e econômica do espaço, que deverá passar a funcionar não apenas nos fins de semana, mas todos os dias com o nome de Mercado Municipal de Vilhena.

CENTRO CÍVICO - Discutida há cerca de 10 anos, uma reforma no Paço Municipal chegou a ser tema de projetos e sugestões arquitetônicas na cidade. Agora, o escritório de Jaime Lerner apresentou uma opção de futuro investimento no local que criará uma estrutura de madeira que permitirá maior circulação social e utilização de temas regionais na ambientação. O projeto não está entre as prioridades da atual gestão, mas serve de norte para futuras ações neste sentido.

PARQUE ECOLÓGICO RONDON - O Meio Ambiente está presente em todos os projetos, mas este é o foco principal: a criação de um amplo parque ambiental com jardim botânico, centro de convenções, museu, palco musical, galeria de arte, pistas de caminhada, ciclovias, cinturão verde, quadras esportivas, lagoas, decks, trilhas, jardins, horto e até mesmo a sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

EIXO AMBIENTAL PIRES DE SÁ - A recuperação de todo o rio Pires de Sá na extensão urbana daria lugar a um grande parque de convivência pública com ciclovias, pontes, áreas para eventos, pistas de caminhada, parque urbano, decks, equipamentos de lazer para crianças e adultos, além de quiosques de alimentação.

Mercado Municipal

 DISTRITO TECNOLÓGICO - Na avaliação da equipe de arquitetura de Curitiba, o bairro que deve receber a maior concentração de indústrias, empresas tecnológicas, incubadoras de negócios, hotéis, grandes empresas e universidades deve ser uma área próxima ao Barão do Melgaço 3, de forma contígua ao Ifro (Instituto Federal de Tecnologia, Ciência e Educação de Rondônia) de Vilhena, com entrada na BR-174.

POLO CAMINHONEIRO - O antigo problema com o estacionamento de caminhões poderá ser resolvido com a construção de um grande polo logístico para os caminhoneiros, localizado dentro do projeto na BR-364. No local seriam edificados um grande pátio de estacionamento, central de frete, hospedaria, refeitório, ambulatório, conveniência, equipamentos de lazer, hotel, praça de alimentação, churrascaria, posto de combustível, oficinas, autopeças, banheiro, concessionária e área de logística. Delimitada pelo poder público, a área será ocupada por empresas particulares concessionárias do serviço, caso o projeto venha a ser executado.

REQUALIFICAÇÃO DA BR-364 - Os 17 quilômetros de BR-364 na zona urbana da cidade são fruto de preocupação, acidentes e celeumas entre os motoristas de carros, pedestres e condutores de caminhões. O fluxo de veículos bem como a problemática da travessia na rodovia podem ser resolvidos com a redistribuição dos trevos e rotatórias, além do aproveitamento das áreas adjacentes da BR-364, entre a rodovia e as marginais.

MIRANTE PORTAL DA AMAZÔNIA - Para fechar a apresentação, os arquitetos presentearam o público com a exibição de um projeto imponente de um mirante colocado na confluência entre as duas rodovias, BR-364 e BR-174. Feito de metal e madeira, o local seria um marco para a entrada da Amazônia, serviria de ponto de observação com cerca de 60 metros de altura, além de conter uma caixa d'água que abasteceria os jardins suspensos em sua estrutura e os lagos propostos na requalificação da BR-364.  

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