Em manifestação de protesto, estudantes debatem com líder do MBL

O encontro entre representantes dos dois grupos políticos juvenis aconteceu no início da noite  

Foto: Joel jonas / Praça Padre Ângelo Spadari. De um lado estavam os estudantes da UNIR e IFRO,
Estudantes IFRO

 O que era para ser o desdobramento local das passeatas de manifestação estudantil contra os cortes de verbas da Educação promovidos pelo governo federal transformou-se numa troca de posicionamentos contra e a favor da política nacional neste início da noite, na Praça Padre Ângelo Spadari. De um lado estavam os estudantes da UNIR e IFRO, organizados em grêmios estudantis, acompanhados por educadores das duas instituições, e de outro um dos líderes mais destacados do MBL vilhenense. A confrontação entre os dois lados ocorreu de forma pacífica e democrática, com os manifestantes dando ao jovem direitista o direito de uso do microfone que até então havia sido usado para ataques a política econômica do governo de Jair Bolsonaro.

A manifestação desta tarde havia sido programada há dias, e fez parte das ações em âmbito nacional realizadas hoje em todo o país. Em Vilhena houve passeata pela manhã, e a tarde aconteceu a concentração no logradouro público, ocasião em que os protestantes fariam seus pronunciamentos. Vários líderes estudantis fizeram uso da palavra, em tom altamente crítico, e a presença de Dhonatan Pagani, líder do Movimento Brasil Livre no local, não causou atritos ou mesmo provocações.


Foto: Dhonatan Pagani lider do MBL


Abordado por equipe de reportagem do RO Notícia e TV Allamanda Vilhena, Pagani concedeu entrevistas, fazendo o contraponto aos discursos contrários ao governo, e após encerrar a conversa com os jornalistas, acabou sendo desafiado a defender suas teses no palanque principal da manifestação, no coreto da praça. Ele aceitou o desafio e encarou um público contrário ao seu posicionamento, mas que respeitou o direito dele manifestar-se também.

O tom dos dois lados dos pronunciamentos evidentemente foi contrário, mas o momento de divergência civilizada e livre direito de todos a explicitar seus posicionamentos certamente é digno de aplauso. Foi um alento tanto a esquerdistas quanto direitistas apontando que é possível dialogar e divergir com respeito mútuo, buscando soluções a problemas que são comuns a todos.

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