ALERTA: Brincadeira perigosa que viralizou nas redes sociais pode levar à morte

Segundo especialistas, a "brincadeira da rasteira" pode ocasionar traumatismo craniano e levar a pessoa a óbito; uma adolescente morreu, no ano passado, realizando um desafio parecido. 

O desafio chamado de "brincadeira da rasteira" oferece riscos aos participantes, podendo levar até a morte

Uma brincadeira perigosa que viralizou nas redes sociais vem causando preocupação entre profissionais da saúde e pais de crianças e adolescentes. O desafio chamado de "brincadeira da rasteira", "quebra-crânios" ou "roleta humana" oferece riscos aos participantes, podendo levar até a morte.

Em um dos vídeos divulgados é possível ver como funciona a dinâmica da brincadeira. Três jovens se posicionam um ao lado do outro. Em seguida, quando a pessoa que está no meio pula, as que estão ao lado dão uma rasteira.A pessoa que fica no meio acaba caindo de costas no chão, correndo o risco de bater a cabeça ou até mesmo de fraturar um osso da coluna.

Já são inúmeros vídeos compartilhados nas redes sociais. Muitos são de adolescentes dentro de escola, usando uniforme e "brincando" na hora do intervalo. Em outros, adultos dão o salto e em um deles a pessoa cai e desmaia.

"Uma brincadeira que os amigos podem achar engraçado, que não tem nada demais, mas que na verdade pode levar a um traumatismo craniano e até morte! As crianças e adolescentes fazem porque não têm noção do perigo. Cabe a nós passar isso a eles", afirmou a médica Érika Mantelli, em seu Instagram.

O ortopedista Lourimar Tolêdo alerta que uma queda desse tipo pode inclusive levar à morte. " É uma brincadeira muito perigosa que coloca a pessoa em vários riscos, inclusive o de morte. Essa queda ao solo pode provocar lesões nos membros, na coluna e até mesmo traumatismos cranianos. Na tentativa de se apoiar durante a queda, pode fraturar punho, braço, cotovelo e o ombro. Na coluna, há risco de comprometer até a medula espinhal, ocasionando déficits neurológicos. No caso de traumatismo craniano, a pessoa pode ter sequelas neurológicas graves que até levem à morte", ressalta o médico.

Lourimar alerta os pais e também as escolas para o monitoramento e inibição desse tipo de "brincadeira". "As famílias devem conscientizar as crianças e adolescentes a não praticarem isso. Até mesmo as escolas devem estar alertadas. Uma 'brincadeira' dessas pode destruir uma vida e uma família inteira", disse.

Caso de morte

Uma estudante de 16 anos morreu, em novembro do ano passado, depois bater a cabeça no chão durante uma brincadeira parecida em Mossoró, no Rio Grande do Norte. Emanuela Medeiros sofreu traumatismo craniano. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. 

Veja o vídeo da brincadeira: 

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