IR Cidadão: destinação mínima de parte da sua declaração pode salvar e transformar vidas; conheça o projeto social "Forma-se um Campeão", que ganhou incentivo para reagir na pandemia

Projeto dá bolsas de estudo para crianças, jovens e adultos praticar o karatê de forma totalmente gratuita  

Fotos: Anderson Ferreira | Arte: Isabely Melo/RO Notícias

Uma obrigação – maçante para muitos – pode se tornar o canal para praticar um velho ditado: "fazer o bem sem olhar a quem". Fato é que com a doação de parte do Imposto de Renda, até é possível escolher para onde direcionar os recursos, mas certamente, o impacto positivo alcança a muito mais pessoas do que se possa imaginar, gerando sorrisos em inúmeros rostos nunca vistos pelo contribuinte.

A Receita Federal encurtou, no ano passado, o processo para realizar a doação. Agora é possível destinar, diretamente na declaração, dinheiro para fundos e conselhos municipais, estaduais e federais. É possível fazer isso através do próprio programa da declaração anual, que habilita doação de até 6% do imposto devido ou o abatimento de até 6% da restituição (ao longo do ano), mas caso a doação ocorra durante a declaração, essa porcentagem se limita a 3%.

Veja como é simples: 

Neste ano, a Receita Federal prorrogou para 31 de maio o prazo final para pagamento da declaração. O prazo anterior vencia em 30 de abril. 

Empresas (pessoas jurídicas) também podem doar diretamente para os fundos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas o valor repassado precisa corresponder a 1% do IR a ser pago pela empresa à Receita Federal.

Em Vilhena (RO), a Academia de Karatê Pequeno Dragão ganhou impulso para reagir à pandemia justamente com a ajuda repassada pelo Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, articulado pela prefeitura, com recursos recebidos por doações do Imposto de Renda Cidadão. Em 2020, 1.747 fundos por todo o país foram beneficiados por ações como essa, totalizando 66.152 doações e R$ 76,9 milhões. No caso da 'Pequeno Dragão', foi possível substituir o tatame utilizado por cerca de 80 anos, além de renovar os estoques de coletes e capacetes de combate. Ao todo, a academia recebeu R$ 9 mil, destinados pelo Banco da Amazônia (BASA). 

"O BASA destinou, no ano passado, o Imposto de Renda dele para o Conselho Municipal da Criança e do Adolescente. E, aí, graças a isso, nós, que estamos filiados lá, pudemos receber o valor. Se não fosse a ajuda dele, ficaríamos com o tatame que temos há mais de dez anos, que veio da nossa matriz (de Rolim de Moura), por muito mais tempo. Já estava escorregadio, velho...Então, assim, foi um benefício muito grande!",

comemora Bruna Bento Vilela, sensei e proprietária da academia.

Bruna começou a praticar Karatê aos 5 anos de idade, pois "já estava no sangue", como diz a própria. "Com meus 13 anos me tornei faixa preta. Com os 15, aumentei a graduação, e com 18 anos, cheguei em Vilhena. Nessa época, pra não ficar parada, porque aqui eu não treinava, comecei o meu projeto social: o projeto "Forma-se um Campeão".

Foram dois anos atendendo na escola Marcos Donadon, depois um ano no fundo de casa, três anos em uma mini academia, e, agora, o primeiro aniversário no novo espaço: amplo, arejado e adequado.

"De repente veio uma pandemia e ficamos dois meses fechados sem poder dar aulas, tendo que pagar despesas de academia. E, aí, vieram os decretos flexibilizando, onde começamos a operar com número mínimo: de 10 a 15 alunos para atender. Foi complicado, diminuímos bastante. Mas é a alternativa. Não estamos atendendo ainda tudo o que temos capacidade, mas estamos trabalhando conforme é permitido", 

conta ela, sobre os prejuízos gerados pela pandemia de covid-19.

A doação do imposto de Renda salvou a academia do vermelho gerado pela crise financeira da pandemia. Assista à vídeo-reportagem do RO Notícias, entenda mais sobre o projeto social da Academia Pequeno Dragão, e saiba como a doação do IR Cidadão transforma vidas:

"Você pode destinar seu imposto de renda para qualquer entidade: APAE, ONGs, Lar dos Idosos, nós aqui da academia também podemos receber... doe! É um valor mínimo. Ao invés de pagar 100% seu valor, doe, é só 3%. Você já teria que pagar os valores do imposto de renda, então não vai mudar nada pra você. Mas vai mudar vidas. É muito importante. Pra nós, que atendemos crianças, jovens e idosos que não podem pagar, é muito! Ajuda! E é muito bem-vindo!",

convida Bruna, à sociedade, a fazer o bem.

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