Do lixo ao luxo: Vilhenense transforma materiais de demolição em móveis sofisticados

“Se eu passar na rua e ver uma tábua velha jogada, os olhos já brilham”. 

Foto: Anderson Ferreira
José Alexandre

Há mais de 2 anos em Vilhena, José Alexandre, abriu uma marcenaria em que transforma madeiras de restos de construção ou de casas que foram demolidas em móveis de luxo. O amor pela profissão nasceu a partir de um projeto de ressocialização que participou quando ainda era criança. O trabalho realizado com artesanato o levou a conhecer e se especializar na confecção de móveis sofisticados.

“Um projeto que a prefeitura lá de Mato Grosso, na cidade em que eu morava, iniciou chamado Programa de Apoio ao Menor (PAM) que tirava crianças da rua, ficar soltando pipa, para poder fazer brinquedo e ir aperfeiçoando até chegar aos móveis”, explicou.

O trabalho com móveis de demolição começou no estado de Minas Gerais. Alexandre já confeccionou peças para programas de televisão, inclusive para famosos, como a global Angélica.

“Um cara chegou lá e queria comprar umas namoradeiras, que era para um programa de televisão do Rio de Janeiro. Eu peguei e fiz os móveis. Aí eu vi que as namoradeiras que eu fabriquei estava no programa da Angélica. Eu vi que aquele projeto de prefeitura começou a me erguer, eu comecei a fazer esse serviço, um produto meu estava em um programa de televisão”, ressaltou.


Com a experiência adquirida em Minas Gerais, Alexandre já rodou alguns estados e municípios e a pouco mais de dois anos montou seu negócio aqui em Vilhena. Sua trajetória é cheia de muita dedicação e encontros. Aqui no município reencontrou um velho amigo, Júnior Marangone, lá da época do projeto e hoje trabalham juntos.

“Nós participamos do projeto lá da nossa cidade e desde moleque, entre 13 e 14 anos nós nos conhecemos. Ele foi para um canto e eu vim para outro. Com essas mídias que teve ai nos reencontramos aqui. Eu estou aqui agora [...] é bem gratificante, como ele disse, nós olhamos as tábuas velhas. Quando eu cheguei aqui e vi esse monte, ele mostrou umas fotos, eu disse rapaz dessas tábuas isso mesmo ”, explica. 

Atualmente a marcenaria é composta pelo Alexandre, a esposa e o amigo. Diariamente eles alimentam as redes sociais com os produtos confeccionados. 

Aos 42 de idade, o maior sonho de Alexandre é montar aqui no município um projeto para ajudar crianças aqui no município, assim como ele foi ajudado lá atrás. E, principalmente, passar todo seu conhecimento para que outras pessoas sejam inspiradas e aprendam uma profissão.

“Eu falo para minha esposa, direto eu falo isso, eu tenho um sonho de pegar e fazer um projeto e tirar as crianças da rua. Até mesmo eu passar, o que me passaram, que é essa profissão. Tudo que nós fazemos, tem que ser feito por que gosta, quando você faz o que gosta faz bem feito”, ressaltou.

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