CPI é rejeitada por vereadores e nova deve ser protocolada em 90 dias em Vilhena

Parlamentar autor do requerimento deve abrir novamente a discussão. 

Foto: Anderson Ferreira

O requerimento feito pelo vereador, Samir Ali, que pedia a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar, analisar e fiscalizar as ações e eventuais omissões ou irregularidades por parte do Poder Executivo de Vilhena relacionados ao combate à COVID-19, foi rejeitada em votação. Sete vereadores votaram contra, quatro foram a favor e um não participou.

A sessão durou mais de 2 horas e houve um amplo debate sobre o inquérito. Samir Alí (PODE) indagou que o objetivo da CPI é somente um, saber se o dinheiro está sendo bem utilizado. “Nós estávamos confiantes que seria aprovado, eu acho que é um instrumento que a câmara tem e que tem que ser utilizado, para que desta forma possamos garantir que o recurso que chegue para a covid-19, de fato, seja bem aplicado e que a população posso ter um bom atendimento”, explicou.

Os parlamentares argumentaram em grande maioria que a CPI é válida, mas que este não era o momento por causa da pandemia e também pelo risco de perda de recursos. Categoricamente defenderam que este é o momento de pensar na saúde e nas vítimas da pandemia.

“Eu não contra uma CPI. O que eu sou contra é nós desviarmos o olhar agora para salvar vidas, que muitos parentes nossos estão morrendo [...] enquanto nós devíamos estar preocupados em procurar vacina [...] estamos preocupados com uma situação que não vai salvar vidas”, disse Vivian Repessold.

“Não seria contra a CPI, mas neste momento sim. Sou contra. Como a nossa colega Vivian falou, um CPI não vai trazer a vida de ninguém”, disse Zezinho da Diságua

“Opino pela rejeição do pedido, como citei aqui o regimento, é dever do vereador fiscalizar e investigar. Como citei, temos outros meios aqui também para fazer essa fiscalização”, disse Tabalipa.

“Quer punir a pessoa, eu concordo. Mas, a pessoa que está procurando um remédio de 2 a 3 mil, até de 100 reias, ela precisa. E se não tiver o dinheiro? Nós atrapalharmos um empenho desse, como é que fica? [...] no momento, no meu ver, sou contra”, disse Damassa

Votaram contra a proposta, os vereadores: Zé Duda (PSB), Zeca da Discolândia (PSB), Zezinho da Diságua (PSD), Vivian Repessold (PP), Sargento Damascena (PROS), Wilson Tabalipa (PV) e Pedrinho Sanches (Avante). Foram a favor: Samir Ali (Podemos), Nica Cabo João (PSC) e Clerida Alves (Avante), Dhonatan Pagani (PSDB). Ademir Alves (DEM) não compareceu e retirou o nome do requerimento. O presidente da casa Ronildo Macedo (PV) seguindo o regimento, só votaria em caso de empate, como não teve ele não votou.

Os parlamentares que queriam a abertura da CPI, lamentaram a decisão. Dhonatan Pagani (PSDB) discordou da decisão dos colegas. “A CPI é só para investigar, agora constroem narrativas falaciosas que vai travar a saúde, pelo contrário [...] se os outros vereadores não concordam é uma opinião deles, infelizmente. Eu não concordo com a opinião deles, acho que deveríamos abrir”, explicou.

Segundo Samir Alí deve ser protocolado novamente daqui 90 dias uma nova CPI e a discussão retornará para a casa. “Alguns vereadores se manifestaram a favor, mas que agora não seria o momento. Com certeza, daqui três meses nós vamos voltar com esse assunto em pauta, porque, existe o pedido do Conselho Municipal de Saúde (CMS). É importante frizar, o conselho é o principal órgão de fiscalização do município, eles estão tendo dificuldades no acesso a informações”, encerrou.

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