INSATISFAÇÃO: Contrariando medidas preventivas, empresários de Ji-Paraná protestam em frente à casa do prefeito

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Veja outras medidas e repercussão das restrições pelo estado

No dia em que Rondônia registra 701 novos casos de covid-19 e mais 33 mortes por complicações da doença, o pano de fundo é de alvoroço e protestos. 

Entre as medidas mais rígidas, impostas pelo decreto em vigor, de autoria do governo do estado, está a proibição da venda de bebidas alcoólicas entre as 21h de cada sexta e 6h da segunda-feira seguinte a fio.

A medida visa coibir aglomerações e, por consequência, a elevação do nível de contágio.

Ji- Paraná, segunda maior cidade de Rondônia é a terceira da lista das que mais concentram casos: são 11.190 diagnósticos positivos para a doença e quase 300 mortos. Cenário que parece não preocupar um grande grupo de empresários do município, que, neste sábado, se juntou para reivindicar flexibilização das medidas preventivas.


Foto: Facebook | reprodução

Indignado, enquanto registra o momento em que a concessionária de motocicletas onde trabalha, que também presta serviços de manutenção, é fechada pela polícia militar, um funcionário lamenta todo o trabalhado acumulado.

"...fechar as portas, deixar os clientes sem ser atendidos, né? Cliente aí, que precisa da moto no final de semana, vai ficar sem a motocicleta... vai ficar sem a motocicleta."


- diz o trabalhador.

A ponte que liga os dois distritos da cidade também foi tomada por manifestantes. Fecharam a via utilizando carros.

“Fecharam a ponte! (...) Povo doido mesmo! ‘Bota pra cima’! 

- bradou um deles.

A Polícia Rodoviária Federal compareceu em tom de repressão à atividade.

O protesto sobre a ponte da cidade aconteceu após os próprios comerciantes se reunirem em frente à casa do prefeito Isaú Fonseca (MDB), exigindo flexibilização das restrições impostas pelo governo e acatadas pelo executivo municipal. Alegavam que desejavam ser ouvidos. Não tiveram êxito.

"'Tamo' aqui, vendo aqui se o prefeito agente a gente aqui, para falar com a gente. Aí, ó: a galera querendo trabalhar e não podemos trabalhar, ó."

- alegou um dos participantes. 

Seguindo com a manifestação, os empresários colocaram balões pretos no portão da casa do chefe do executivo, demonstrando insatisfação, além de convidar mais adeptos ao movimento: "você, empresário de Ji-Paraná, aí, ó, convite tá feito: a casa do prefeito."

Procurado pelo RO Notícias, o Prefeito Isaú Fonseca não se manifestou até o fechamento da reportagem.


FISCALIZAÇÃO EM RONDÔNIA:


Assim como em Ji- Paraná e Vilhena, a vistoria aconteceu em outras diversas cidades do estado, de forma simultânea. 

Em Rolim de Moura, na zona da mata, a regra é clara: estabelecimentos não podem vender bebidas alcoólicas até o próximo dia 22, incluindo as modalidades de Delivery e retirada no local. A decisão foi publicada de maneira oficial e documento deixa claro que o período pode ser extendido. 

Supermercado coloca comunicado em prateleiras alertando sobre proibição de venda | Foto: Ricardo Barros

Em Cacoal, única cidade do interior com hospital de Campanha, houve ainda carreata de conscientização com direito a "palanque"para Adailton Furia (PSD).

Seguiu acompanhado por um de seus secretários (da pasta da Fundação Cultural). Atrás, seguiam ambulâncias do sistema de saúde, e, a escolta, feita por agentes de trânsito. 

Foto: Facebook| reprodução

NOVA RECLASSIFICAÇÃO: 

No início da noite deste sábado, o governo publicou nova portaria que rebaixa todos os 52 municípios para a fase 1, a mais restritiva do plano de reação "Todos por Rondônia". O cenário permanece até 27 de março.

Veja o que pode funcionar durante os fins de semana: 

  • supermercados, açougues, padarias e congêneres, respeitando a capacidade máxima permitida de 30% (trinta por cento), sendo permitida a entrada de apenas um membro da família, cabendo aos gestores dos estabelecimentos o controle e funcionarão até às 21h;
  • borracharias e postos de gasolina, não incluídas suas conveniências, funcionarão até às 21h;
  • circulação de pessoas e ambulâncias que atuem nas unidades de saúde, para atendimento emergencial ou de urgência;
  • deslocamento dos profissionais de imprensa;
  • serviços funerários;
  • transporte de táxi, como também motoristas de aplicativos, obedecendo de 1 (um) motorista e 2 (dois) passageiros, exceto nos casos de pessoas da mesma família, devendo todos os ocupantes fazerem o uso de máscaras;
  • mototáxis;
  • hotéis e hospedarias, não incluídos a parte recreativa;
  • farmácias, clínicas de atendimento médico hospitalar, veterinárias, oftalmologia, odontologia, nos casos de extrema urgência;
  • atividades religiosas para rotinas administrativas internas e aconselhamento individual, sendo suspensa a realização de cultos no período limitado;
  • restaurantes e lanchonetes localizadas em rodovias para o consumo no local, desde que não localizados em área urbana;
  • os serviços de entrega de alimentos funcionarão somente por delivery; e
  • atividade portuária para carga e descarga e transporte fluvial de cargas e pessoas.

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