Reportagem Especial: Plataforma de anúncios, Fatal Model, se destaca entre os 50 sites mais acessados do Brasil; conheça o trabalho e a rotina de uma acompanhante

Em um comparativo entre população do estado e o tráfego na plataforma, Rondônia é o quarto estado que mais acessa o site. Vilhena possui cerca de 71 anunciantes. 

Lolla Poltronieri. Foto: Fatal Model

Lançado em 2016, a plataforma de anúncios de acompanhantes, Fatal Model, ficou classificada entre os 50 sites mais acessados do Brasil. O site tem investido em tecnologia e segurança para os anunciantes.

Segundo um dos desenvolvedores da plataforma, o objetivo do site, é organizar e dignificar a profissão de acompanhantes no país e no mundo. “Nós estávamos acostumados a ver profissionais atenderem na rua, nas esquinas, até mesmo às vezes estávamos acostumados a enxergar ou ver as profissionais anunciando em classificados de jornal. E, hoje em dia, nós migramos quase todos os mercados para o online, essa profissão não poderia ficar de fora, essa profissão que é tão importante. Então, eles passaram a poder fazer anúncio do seu trabalho online e de forma gratuita, por meio do Fatal Model para todo o Brasil”, explicou.

De acordo com dados do portal, o site possui cerca de 13 milhões de usuários por mês, aproximadamente 6% da população nacional. Um a cada vinte pessoas acessam. Em Vilhena, são 71 perfis ativos, dos quais, 13 são homens cis, 52 são mulheres cis, 5 transexuais e 1 travesti. 

“O Fatal Model está entre os 50 sites mais acessados do Brasil e quando nós mapeamentos por estado, o tráfego São Paulo aparece em primeiro lugar, depois Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Mas, quando nós traçamos um comparativo entre a população de cada estado e o tráfego que a plataforma possui, Rondônia está no top 4, dos estados mais acessados, comparados com o restante”, ressalta.

Os diferenciais da plataforma são que aceita todos os gêneros e realiza verificações periódicas para evitar pessoas mal-intencionadas ou perfis falsos. “A profissão já sofre há muito tempo, sofre historicamente, com a insegurança. Os profissionais que atendem na rua, eles sofrem muitas chances de preconceito, muita violência, assédio moral, assédio físico também.. Quando o Fatal Model surgiu, já existiam outras plataformas começando esse movimento e infelizmente essa insegurança, essa incerteza, essa falta de credibilidade do mercado, foi passando para o mundo online. Foi justamente aí, que conseguimos nos posicionar muito bem, trabalhar para atuar neste mercado”, enfatiza.

Os anunciantes para se cadastrarem no site tem que fazer verificação, enviando documentação, número de telefone, para que o sistema faça uma análise. Não é permitido menores de 18 anos. O mesmo CPF só consegue fazer um cadastro do portal. Também é realizada verificação de rosto e corpo, a cada 15 dias. 

Lolla já utiliza há 5 anos a plataforma. Foto: Arquivo Pessoal

Profissão de acompanhante

Aos 37 anos, Lolla Poltronieri, que mora no interior de São Paulo, começou a pouco mais de 5 anos a trabalhar como acompanhante e utilizar o site.

“Eu conheci a plataforma, devido a uma decisão que eu tomei de trabalhar desta forma, com anúncios na internet. Na época, digitei o nome da minha cidade, e acompanhantes. Baixou uma lista enorme se sites, inclusive muitos não existem mais, e um deles foi o Fatal Model. Nele eu estou até hoje”, explicou.

Os atendimentos acontecem na residência de Lolla, um espaço que foi organizado para receber os clientes. A preparação para o trabalho começa logo pela manhã.

“Varia muito de que horário você trabalha, eu, por exemplo, trabalho Full Time: manhã, tarde e comecinho da noite. Eu acordo, tomo meu café, faço minha atividade física, não estou indo para a academia, porque ainda estou sem a primeira dose. Na minha cidade ainda não chegou. - Faço a minha atividade, cuidar do corpo, da imagem, é sempre muito importante”, ressalta.


“Faço minha caminhada, corrida, retorno, tomo meu banho e já me maquio. É uma maquiagem bem técnica, bem profissional, que ela praticamente dura o dia inteiro. Devido a forma que eu trabalho, que é anuncio pela internet, a única forma do cliente acessar, entrar em contato, é através do telefone, pelo whatsaap. Então, é telefone ligado ali, sempre em alerta”

Com a pandemia, Lolla adotou alguns protocolos de segurança para evitar a contaminação pelo coronavírus. “Quando o cliente chega, ele chega sempre de máscara, a maioria dos meus clientes já tomaram a segunda dose da vacina. Ele chega, eu pergunto primeiro se quer agendar um programa. Pergunto se já teve algum sintoma ou já esteve próximo a alguém que testou positivo, caso sim, nós cancelamos. Eu não atendo esse cliente. Peço para ele retornar em uma semana, cerca de 15 dias, mas na maioria das vezes está tudo bem. Eles dizem que está tudo certo. Não teve nada ou já estão vacinados. Quando ele chega, eu peço que vá diretamente para toalete lavar as mãos ou para tomar um banho, o que é o mais certo”, enfatiza.

Assista a reportagem completa exibida no programa Allamanda Revista:  

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