Psicóloga fala sobre causas e tratamento para síndrome do pânico

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Considerada a doença dos tempos modernos, a síndrome do pânico atinge muitas pessoas que sofrem em silêncio com a doença.A psicóloga Alcina Maria Borin Antunes explica que a síndrome do Pânico é um transtorno de ansiedade, com um estado emocional de apreensão, uma expectativa de que algo ruim aconteça, caracterizada pela ocorrência de inesperadas crises de pânico e por uma expectativa ansiosa de ter novas crises.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), de 2% a 4% da população mundial sofre com esse problema. A psicóloga informa que entre os sintomas mais comuns da doença estão o medo e a ansiedade ao extremo, acompanhados de taquicardia, falta de ar, dor ou desconforto no peito, formigamento, tontura, tremores, náusea ou desconforto abdominal, sudorese, sensação de irrealidade, mal-estar e outros problemas físicos, que aparecem repentinamente, sem um motivo aparente.

"Como essas manifestações podem ser confundidas com outras doenças, muitas vezes o transtorno do pânico só é diagnosticado após o paciente passar por consultas com diferentes especialistas e realizar uma bateria de exames. Por isso, a avaliação de um profissional é fundamental para confirmar o diagnóstico da síndrome, assim como o seu tratamento adequado", explicou Alcina Antunes.

Qualquer pessoa vivendo situações que a leve a se sentir muito vulnerável e desamparada pode ter crise de pânico, de acordo com a psicóloga. "A síndrome do pânico é mais comum em pessoas com personalidade controladora que ao sentir que não esta tendo controle de determinada situação, seja financeira, afetiva ou profissional começa a se cobrar e pode ter uma crise de pânico. Assim a pessoa reage frente aquilo que seu cérebro interpreta como um perigo. Não há um perigo real, apenas uma hiperativação do circuito do medo que dispara um alarme na presença de algumas reações corporais que ficaram associadas ao perigo", esclarece Alcina.

Segundo a psicóloga, a doença é mais freqüente em mulheres, por causa da dupla jornada de trabalho, e as crises podem começar com uma reação inesperada do corpo ou a partir de pensamentos negativos. Em ambos os casos, surge à resposta emocional de ansiedade, o medo da perda de controle e os pensamentos catastróficos que acentuam a ansiedade, intensificando a crise.

Como tratar a Síndrome do Pânico

A psicóloga informa que é importante que a pessoa que está sofrendo com os sintomas da doença procure ajuda profissional o mais rápido possível. Ela informa que o acompanhamento com psiquiatra trabalhando conjuntamente com tratamento psicológico ajuda na superação. Mas, segundo Alcina, existem algumas mudanças de atitudes no dia a dia que podem ajudar a melhorar a qualidade de vida, como praticar esporte, dormir bem, passar tempo de lazer e qualidade com a família e amigos, enfim atitudes para cuidar da saúde mental.

"É preciso desacelerar e entrar em contato com a natureza, ficar com a família", diz à psicóloga que trabalha há cerca de 20 anos como psicóloga e psicologia humanista.

Atualmente ela atende em seu consultório na Casa Tai localizada na Rua Barão do Rio Branco, número 2608. Mais informações sobre o trabalho de Alcina podem ser obtidas através do telefone 9 8463-2933. 

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