"Gripezinha" Bolsonaro testa positivo para covid-19

Ele afirmou que suspendeu sua agenda e vai trabalhar por meio de videoconferências do Palácio do Alvorada. 

Bolsonaro disse a jornalistas que está se tratando com hidroxicloroquina, remédio considerado controverso para esse fim, já que não há comprovação científica de sua eficácia no caso de covid-19 e a susbstância pode causar efeitos colaterais graves.

Bolsonaro disse que tomou uma primeira dose ontem de noite, às 17h, e outra nesta manhã, às 5h.

Sintomas e agenda intensa

O presidente relatou que começou a se sentir mal no domingo e chegou a ter 38 graus de febre na segunda.

"Mal estar, cansaço, um pouco de dor muscular", relatou, sobre sintomas que apresentou.

"Quanto a repouso, isso é particular meu. Eu não sei ficar parado. Vou ficar despachando por vídeo conferência", afirmou o presidente, que diz estar se sentindo "impaciente". "Eu estou impaciente, mas vou seguir os protocolos. O cuidado mais importante é com seus entes queridos, os mais idosos. os outros também, mas não precisa entrar em pânico. A vida continua", afirmou.

Bolsonaro disse ainda que achava já ter sido contaminado antes pelo coronavírus, devido à "agenda intensa" que tem mantido, a despeito das orientações de epidemiologistas para que as pessoas mantenham o isolamento social.

O presidente afirmou que acreditava na possibilidade de ter contraído covid-19, sem apresentar sintomas.

"O fato de eu ter sido contaminado mostra que eu sou um ser humano contra outro qualquer", disse.

As primeiras suspeitas de que ele poderia ter se contaminado surgiram em março, quando Bolsonaro retornou de uma viagem oficial aos Estados Unidos e diversos integrantes da comitiva ficaram doentes.

Na ocasião, o presidente realizou exames que deram negativo. Esses resultados só foram oficialmente divulgados após decisão judicial.

Ao ser questionado se o país deveria flexibilizar as regras de quarentena, Bolsonaro disse que cuidados devem ser focados na população mais velha e com comorbidades.

"Responsabilidade dos governadores e prefeitos"

Ao ser questionado sobre as medidas de isolamento no Brasil em relação a outros países, Bolsonaro disse que cada Estado definiu suas próprias regras.

"Primeiro que essa política passou a ser privativa dos governadores e prefeitos. O presidente nada pode interferir. Se ela vai bem ou mal a responsabilidade é dos prefeitos e governadores.

"O mundo todo foi unânime em dizer que o objetivo das medidas de isolamento, a intenção, não era evitar a contaminação. Mas que elas pudessem ser num período mais largo para não sobrecarregar o sistema de saúde", afirmou. 



Fonte: CNN


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