EXCLUSIVA: Crise da Lava-Jato coloca Sérgio Moro na berlinda

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FOTO: Divulgação / Entidade de advogados pediu prisão do Ministro; líder do governo classifica iniciativa como "criminosa"

 Os dias continuam tensos em Brasília desde o início das reportagens do site The Intercept Brasil a respeito de supostas ligações indevidas entre o Poder Judiciário e o Ministério Púbico na Operação Lava-Jato. No centro da polêmica estão o então juiz federal e atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro, além do procurador federal Deltan Dallagnol, os quais teriam trocado informações e combinado estratégias para conduzir os processos. No final desta semana os ânimios esquentaram ainda mais com pedido de uma entidade representativa de advogados para abertura de processo no MPF contra ambos e outros envolvidos. Em contrapartida, o líder do governo Bolsonaro no Senado, Major Olímpio, saiu em defesa das autoridades agora sob suspeição.

Na imprensa nacional, o caso repercute de várias maneiras, sendo capa das principais revistas semanais que estão nas bancas, e dominando o noticiário político geral. Um dos exemplos é a matéria abaixo, reproduzida do site Metrópoles, de Brasília:

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (PSL-SP) reagiu neste domingo (16/06/2019) ao pedido de investigação contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e contra o procuradores da Lava Jato, entre eles Deltan Dallagnol, apresentado pelo Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD) no Supremo Tribunal Federal (STF). O mesmo pedido foi entregue à procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, neste domingo.

Para o líder do PSL, estes advogados deveriam perder a carteira profissional por pedirem a prisão preventiva de Moro e de procuradores da Lava Jato. "Perderam de vez o senso do ridículo e a vergonha na cara. Lixos", postou o senador.

Moro, que era juiz e coordenador da Lava Jato, e Dallagnol tiveram diálogos publicados pelo site The Intercept Brasil. As mensagens apontam que o ex-juiz, responsável pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no processo envolvendo um apartamento no Guarujá, no litoral de São Paulo, orientava a acusação em processos que ele mesmo julgaria posteriormente no âmbito da força-tarefa.

A notícia-crime apresentada pelo coletivo pede a prisão preventiva de Moro, de Dallagnol e dos procuradores Laura Gonçalves Tessler, Carlos Fernando dos Santos Lima e Maurício Gotardo Gerum.

"O Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD) acaba de protocolar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma notícia-crime contra o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores federais Deltan Dallagnol, Laura Gonçalves Tessler, Carlos Fernando dos Santos Lima (aposentado) e Maurício Gotardo Gerum (junto ao TRF da 4ª Região)", diz o perfil oficial do grupo no Facebook.

De acordo com os juristas, o magistrado e os procuradores tiveram crimes comprovados com a publicação dos diálogos. "O ex-juiz e os procuradores da autodenominada Força-Tarefa Lava-Jato de Curitiba/PR se valeram dos cargos públicos para fabricar denúncias criminais e processos judiciais com o fim de obtenção de vantagens pessoais, o que tem vindo a público através de conteúdos obtidos em arquivos digitais, divulgados pelo site The Intercept, revelando conversas entabuladas entre o juiz SÉRGIO FERNANDO MORO e os procuradores federais, demonstrando fortes indícios de atuação ilegal, imoral e criminosa por parte dos Noticiados, na condução da Operação Lava Jato", diz o documento.

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